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Começar bem ou mal o campeonato

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No passado 9 de outubro nas instalações Irmãos Castro, o Guimarães RFC recebeu a equipa do C. R. Arcos de Valdevez, na jornada inaugural do CN1 de rugby. O resultado final pautou-se por uma vitória dos arcuenses por 17-24.

Começar o campeonato com uma vitória é sempre um ponto positivo para uma equipa. O XV do Alto Minho não é exceção, pese a exibição pobre que fez contra a equipa de Guimarães.

Aliás, o resultado começou a favor para os da casa, com um ensaio convertido (7-0) aos 20 minutos de jogo. Dominando a posse de bola, e com insistências sucessivas, os vimaranenses foram empurrando os arcuenses, que se foram mostrando pouco determinados, com perdas sucessivas de posse de bola. Logo no minuto seguinte, o CRAV resolveu mostrar os créditos de favorito, marcando um ensaio e repondo a igualdade inicial no marcador. Contudo, a partir daí, o jogo entrou numa toada morna, com baixos índices de qualidade técnica, que fez com que a igualdade se mantivesse ao intervalo (7-7).

Na segunda parte, os visitantes procuraram mudar o sentido do jogo. Mais agressivos no ataque, insistiram mais em penetrações que foram cimentando uma posição de domínio. Com alguma naturalidade fez um segundo ensaio (7-14), mas o Guimarães dava uma boa réplica, fator que explica que só nos 15 minutos finais este ensaio tenha surgido. Pouco depois, pelos 70 minutos, na conversão de uma penalidade, o CRAV consegue alguma tranquilidade, pois com uma vantagem de 10 pontos (7-17) fica a salvo de um eventual ensaio dos adversários (5+2 pontos). Todavia, a equipa da casa assumiu o controlo das operações procurando um ensaio que os aproximasse da discussão do jogo. É nesse momento que o CRAV sela a vitória: uma interceção de Henrique Calheiros vira o sentido do encontro e assegura o terceiro ensaio para a equipa do Alto Minho, que procura então mais um para obter um ponto classificativo de bónus, que é atribuído às equipas que marcam por quatro vezes.

É nos momentos finais da partida que então sucede uma ironia do destino. Quando o CRAV procura o ponto de bónus, pressionando fortemente o adversário, é o Guimarães que faz uma interceção e marca o seu segundo ensaio ao cair do pano. Fica o resultado em 17-24: o CRAV não teve bónus ofensivo, foi o Guimarães que obteve o chamado bónus defensivo (quando se perde um jogo por uma diferença inferior a 8 pontos).

Curiosamente, com este momento imprevisto, foi reposta alguma justiça no jogo, premiando a boa réplica vimaranense e castigando a desastrada exibição do CRAV, que precisará de mostrar bem mais na segunda jornada, quando receber o RC Lousã, também ele um candidato à vitória no campeonato.

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